24/10/2017

Manual Básico da Pin Up Moderna?


Oláááá! Voltei!!

Há algum tempo, escrevi este texto acerca daquilo que eu acho que é ser pin up e da minha experiência (nem sempre positiva) no mundo vintage/retro.

De lá para cá, algumas coisas mudaram, mas o essencial continua: qualquer uma pode ser pin up. Basta apreciar o estilo e saber do que se trata, de onde veio, o contexto histórico e cultural e... Ok, acabei por perceber que não é tão simples assim. Qualquer uma pode ser uma pin up, sim. Mas existem, sim, alguns passos básicos (embora nenhum obrigatório, além de que estamos sempre em fase de aprendizagem - e eu não sou nenhuma autoridade na matéria, como é óbvio! Aliás, quem o é?). São apenas alguns detalhes que eu, pessoalmente, considero importantes.

Antes de tudo, não basta ver o "Cry Baby" (eu própria nunca o vi!), o "Grease" ou até o "Regresso ao Futuro", ou ouvir "Crazy Little Thing Called Love" dos Queen ou uma playlist do Michael Bublé. Não. Claro que não. Pelas patilhas do Elvis! Podemos até não gostar dos filmes e músicas produzidos realmente nas décadas que retratamos, mas temos, pelo menos, que conhecê-los, saber do que se fala.


E nem se atrevam a pensar que as únicas divas da época eram a Marilyn Monroe e a Audrey Hepburn! Essas foram apenas as que o mundo atual escolheu como ícones vintage. Aliás, se vos falarem em Rita Hayworth, Sophia Loren, Ava Gardner, Ingrid Bergman, Julie Andrews, Doris Day, Jayne Mansfield, Grace Kelly, Elizabeth Taylor ou Lana Turner, por exemplo, e vocês não tiverem a menor ideia de quem raios estão a falar, sorriam e disfarcem. Mudem de assunto. É um sinal de alerta. Anotem mentalmente os nomes e, assim que possível, disfarçadamente, pela vossa rica saúde de pin up, perguntem ao tio Google!

Já agora, se o único nome que vos vem à cabeça, quando ouvem a palavra "pin up" é a rebelde Bettie Page, ou até a fofa em forma de desenho animado Betty Boop, talvez seja melhor saberem que a chamada "Rainha das Pinups" (e protagonista do filme "Pin Up Girl") foi outra Betty. Betty Grable.

E, pelo amor da Santa Cereja, não se esqueçam de um pormenor, que pode ser importante (dependendo do interlocutor): por favor, sejam educadas. Rebeldes ou não, não interessa. Uma pin up, supostamente, deverá ser sempre feminina e com classe. Saber estar e saber falar são um must. Obviamente que nem sempre será fácil, mas não custa fazer um esforço. Também não é preciso andar a estudar os livros de etiqueta da Paula Bobone. Menos! Nem oito, nem oitenta. Até porque pin up que é pinup é (quase forçosamente) desastrada. ;)

Ah, convém, igualmente, saber o que significa "pin up" (do Inglês "pendurar"). De forma muito resumida e simplista, eram imagens que os soldados penduravam com um pionés, nas paredes das casernas, junto aos seus beliches. Alguns, tinham as fotos das mulheres e namoradas, outros (a maioria) de atrizes e modelos e outros ainda, ilustrações de mulheres em poses sensuais e, normalmente, desastradas.

Foi então que pensei: porque não escrever tudo isso no blog? Bom, Audrey Hepburn seja ruiva, se não é o que vou fazer!

Fiquem com os tópicos (qual tese de final de curso, e ainda em construção) que pretendo abordar. Já agora, antes que a Polícia do Politicamente Correto Vintage me ataque, reitero que não sou nenhuma autoridade na matéria e que nada disto é obrigatório para que alguém seja pin up. É apenas a minha visão. E tenho direito a expô-la... ou não? ;) Pelas curvas da Sophia Loren, viva a liberdade de expressão!

PARTE 1
  1. Pin Ups – Contexto histórico e cultural
    1.1) A Guerra
    1.2) As ilustrações
    1.3) A música
    1.4) O cinema
    1.5) O mito da “Mulher Perfeita”
    1.6) Rosie, The Rieveter
    1.7) A moda
    1.6.1) Anos 20
    1.6.2) Anos 30
    1.6.3) Anos 40
    1.6.4) Anos 50
    1.6.5) Anos 60

    PARTE 2


  2. Pin Ups – Da I Guerra Mundial até aos dias de hoje
    2.1) Pin Ups ao longo das décadas
    2.2) Diferença entre Vintage e Retro
    2.3) O ressurgimento do termo “pin up”
    2.4) Recriação Vs Purismo
    2.5) Tipos mais frequentes de pin ups
    2.5) Os nomes de Pin Up
    2.6) As pin ups e as tatuagens
    2.7) As pin ups e o burlesco
    2.8) As pin ups e a música
    2.9) Usar ou não o estilo no dia-a-dia

    Que tal? Dicas e correções são bem-vindas. Alguém quer participar? Fico à espera! :)





21/04/2017

Ser pinup é...


Todos sabemos que existem vários tipos de de Pinup. Até a forma de escrever não é consensual. Uns escrevem "pinup", outros "pin-up" e outros ainda "pin up".

Na verdade, o termo é atualmente ligado a todo o tipo de mulheres que aderem ao look (e não só) dos anos 50, mas a origem é bastante diferente e remonta não à Segunda Guerra Mundial, como muitos pensam, mas sim (se não me engano) à primeira... E sim, referiam-se a fotografias de esposas e namoradas, recortes de revistas com imagens de famosas ou simplesmente ilustrações retratando a suposta "mulher ideal' ou outras mais" picantes" penduradas nas paredes das casernas, sobre as camas dos combatentes.

Hoje em dia, Pinup é qualquer mulher, seja de que idade for, que goste de vestir-se, pentear-se e maquilhar-se como nos anos 50 (na verdade, é muito mais do que isso, mas fiquemo-nos por agora pela explicação mais simplista), existindo vários estilos: Rockabilly, Cheesecake/Housewife, Classic Hollywood, Sailor, Tikky, entre outros menos usuais (o blog brasileiro MenteFlutuante Retrô tem um post bastante interessante a esse respeito aqui: http://www.menteflutuante.com.br/2013/01/tipos-de-pin-up.html ). Aliás, o Brasil é fantástico no que diz respeito ao mundo vintage. Aqui, sem dinheiro ou conhecimentos, dificilmente chegamos a algum lugar. É um mundo tão pequeno que não percebo porque não somos mais unidos.
No entanto, destaco alguns pela positiva, claro (não mencionarei nomes, pois corro o risco de esquecer alguém e ser injusta). A simpatia e a humildade não custam nada. Se nos pudermos ajudar uns aos outros, melhor ainda, como fez o fantástico vocalista da extraordinária banda de glamour e nostalgia Lucky Duckies, Marco António, ao aceitar participar no vídeo promocional das Retromodels (confiram no final do post) ou o André Pires da New Vintage Photo, que me autorizou a utilizar como quisesse as fotos que me tirou para promover o meu projeto. 

Já me disseram que estou a perder-me em Portugal, que aqui jamais darão valor a uma "pinup cantora" (a Miss Mary Dee é uma personagem, a dona de casa atrapalhada durante o dia, que se transforma numa diva à noite) , que é um conceito único no país e jamais pegará, a menos que o mude completamente, pois  o mundo vintage nacional resume-se a Rockabilly e Burlesco (única exceção feita aos referidos Lucky Duckies) e a mente portuguesa é fechada demais e... Mas será mesmo? Não caberá a nós abrir essas mentalidades? Não é minha intenção ser uma estrela, portanto também não me incomoda sobremaneira a falta de resposta às minhas propostas de atuações em lugares que celebram o vintage e o retro em todo o seu esplendor (exceto a "Pensão Amor", que não só me respondeu como me conratou para uma noite deliciosa, que - tenho a certeza - agradou a todos os presentes).

Ora o mundo das pinups é extremamente democrático (como deveria ser o mundo vintage em geral) e abarca vários tipos de Pinups. Independe de idade, tipo físico, ter ou não tatuagens, ter ou não piercings ou cabelos de cores alternativas. 

Não sou menos pinup por não apreciar burlesco. É uma arte, reconheço-a, mas não faz o meu estilo.
Não sou menos pinup por não ter tatuagens ou piercings. Aliás, as mais puristas não os têm, pois, sejamos francos e objetivos, tatuagens e piercings estavam bem longe de ser moda nos anos 50. Raras eram as pessoas tatuadas naquele tempo (e, as que existiam, eram muito mal vistas).
A diva Dita Von Teese também não tem tatuagens (a menos que contem com o sinal no rosto, que é tatuado e não natural.)  O que acontece é que, hoje em dia, sendo o estilo vintage alternativo, grande parte dos seus adeptos são-nos igualmente do supra-sumo da moda alternativa: as tatuagens.
Não sou menos Pinup por não posar de lingerie nem mostrá-la. Há espaço para as mais atrevidas e confiantes, bem como para as tímidas e recatadas.
Não sou menos pinup por não ter como Diva-mor a Marilyn Monroe. Sou fã, sim. Gosto muito daquilo que ela representa para o mundo vintage, gosto da maioria dos filmes dela, simpatizo com ela, é uma das minhas inspirações (um dos meus sonhos é interpretá-la num musical sobre a vida dela) e até tenho algumas coisas em comum com ela... Mas, para mim, a diva das divas nem teve o seu auge nos anos 50 e sim 40. É a inigualável Rita Hayworth, cujo cabelo é o meu sonho de consumo desde criança.

Sou uma pinup cantora, adepta do estilo Classic Hollywood para espetáculos, Cheesecake/Housewife para sessoes fotográficas e Rockabilly para o dia a dia. Nem sempre me cinjo aos anos 50. Tenho um pé nos 60 e outro nos 40 em termos de visual... Sem contar com todas as vezes em uso um look contemporâneo. Não. Não deixo de ser Pinup por isso. Nem por  não usar eyeliner todos os dias (nem as mulheres dos anos 50 o faziam - na verdade, apenas o blush, o rímel e um pouco de batom eram o mais normal). 

Ser Pinup é um estado de espírito. Basta sermos apaixonada por décadas passadas. Qualquer uma pode ser uma Pinup... Tu também. :)

Notas quanto ao vídeo:
Correção: É "Mademoiselle Béatrice" e não "Madmoissele Beatrice".
Observação: A data que surge no final refere-se ao Pinup Show que as Retromodels deram no mês passado, um fantástico desfile ao som da minha voz, na casa de espetáculos Theatro Club, no Cacém, a quem muito agradecemos a forma como fomos tratados. :)

16/04/2017

Uma Páscoa diferente...

A Páscoa sempre foi muito importante para a minha família. Não apenas pelo lado cristão, mas também pela tradicional reunião familiar na aldeia.

Somos uma família grande e unida que, infelizmente, por diversas motivos (sendo o maior a distância geográfica), só se reúne uma vez em cada estação do ano. Aliás, todos juntos, fora o núcleo duro, apenas uma (Páscoa) e, por vezes, duas (Natal). Porque não mais? Nem nós próprios sabemos. Estabeleceu-se que seria assim. Urge estabelecer-se mais. Muitas mais, para que faltar a uma não signifique toda uma estação do ano sem encontro familiar... E sem ida à "aldeia base".

Faço parte do núcleo duro... Mas este ano não estou lá na Páscoa. Como não estive no ano passado. Motivos diferentes, mas ambos tristes e incontornáveis.

O ano passado, já alguém faltou para sempre. É a lei da vida, mas nem por isso menos triste ou assustadora. Há que aproveitar enquanto podemos.

Um beijo do tamanho do mundo para todos os que lá estão. Celebrem por nós, os (forçosamente) ausentes, que tanto gostaríamos de estar aí... E que no próximo ano estejamos todos juntos, com muita saúde e alegria!

Mil beijinhos... E até breve, espero.

01/02/2017

Anos novos, vida nova?


Há dez dias, no belo 22 de janeiro, fiquei oficialmente mais velha. Foi um dia feliz, seguido de outro melhor ainda e, cinco dias depois, pimba, mais um dia de comemoração do meu aniversário. Melhor do que um casamento cigano! 😂

No entanto, a alegria foi sol de pouca dura. Ser trabalhadora independente tem vários lados negativos. Não temos direito a subsídios e só ganhamos por aquilo que trabalhamos. Muito bem (aliás, muito mal): soube que provavelmente estarei sem trabalho até Março. OK, não totalmente, pois irei cantar no lançamento do livro de uma colega da faculdade (curiosamente, escrevemos uma coleção juntas, com mais dois colegas, no estágio - infelizmente, nada em que pudéssemos mostrar a nossa aptidão para a escrita). Também terei um dia inteiro como modelo num evento fotográfico e cantarei num orfanato... Mas esses serão em regime de voluntariado, pelo que - por muito que me agradem - financeiramente não me ajudarão absolutamente nada.

O que fazer durante este mês? Procurar trabalho temporário, nem que seja num call center, divulgar o meu projeto musical, ir a agências de casting, tentar voltar a escrever e aperfeiçoar o meu lado de dona de casa.

Mais sugestões? Venham elas. Aqui estarei eu para recebê-las.
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